sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

... O Rio de Janeiro continua lindo!


Estou ciente que o título deste post é completamente clichê. Mas não tem outro jeito. O Rio de Janeiro realmente continua lindo! Maravilhoso! Abençoado. Eu não conhecia o Rio até então, e talvez essa seja a explicação para todo esse deslumbramento que não me larga e que me faz cantarolar essa canção do Gil algumas vezes por dia.

Me identifiquei muito com tudo lá. A cultura praia, despreocupada que aparece claramente no jeito que o carioca encara a vida. No trânsito em que os táxis imperam, no modo de se vestir mostrando o tom de pele bronzeado, nos "pés sujos" que lotam no fim do dia, na corridinha pela orla para deixar o corpitcho em forma. Uma vibe única que ultrapassa os problemas sociais enfrentados pela população da cidade.

E não é que o carioca feche os olhos para a realidade e toque sua vida como se nada estivesse acontecendo. Isso seria impossível numa cidade onde a favela está lado a lado com o asfalto. A praia é um dos lugares mais democráticos do mundo e embora eu não tenha visto nenhuma cena de violência, se pode ver quem é quem ao andar na rua. A verdade é que lá, apesar das diferenças sociais serem bem claras, o clima praiano faz com que a maioria da população transmita um ar de bem com a vida.

O que realmente me chocou foi o cheiro ruim que exala das ruas quando se anda por Copacabana e Ipanema. Não sabia que o Rio já tinha essa fama de ser fedorento. Aliás, acho que comparado à baleza do lugar isso é facilmente esquecido. Tudo é lindo. A lagoa, a água do mar, os morros iluminados à noite, a lua nascendo no mar, o Cristo Redentor que pode ser visto de vários cantos da cidade, de braços abertos como se fosse abraçar tudo e todos. Sem explicação. Não é a toa que foi considerado uma das 7 maravilhas modernas.

Mais um pontinho no mapa e esse é com muito orgulho, pois além de ser uma viagem que sempre quis fazer e que foi muito especial, é no Brasil. Com certeza um dos lugares mais bonitos que já tive o privilégio de conhecer. Agora só penso em voltar...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Em meio à uma guerra...Campal.


Ainda fico bastante chocada com as cenas que, por meio da televisão, volta e meia invadem a sala da minha casa. Me refiro ao final do jogo televisionado, há quase duas semanas atrás, entre o Coritiba e o Fluminense, no estádio do Coritiba. Um fato vergonhoso não só para o meio futebolístico, mas para todo e qualquer brasileiro que tenha consciência do que significa a palavra "civilizado". O que vimos ali foi uma legião de pessoas enfurecidas, enlouquecidas e primatas, que por um motivo tosco, iniciaram uma legítima guerra campal.

Esse assunto dá muito pano para manga, mas o que me choca realmente, além do desespero dos torcedores pacíficos que estavam diante de uma batalha, é ver o que leva o brasileiro ao descontrole: não é a corrupção que assola o noss país - onde aqueles em quem votamos são os mesmos que nos roubam escancaradamente; a ira coletiva não é por causa das eternas greves que oscilam entre escolas e bancos, ou pelas agressões constantes que a natureza vem sofrendo ano após ano; a revolta não é por vivermos em um país refém da violência onde o crime é mais organizado que o próprio estado; o drama não é a desigualdade social que nos deparamos todos os dias quando saímos de casa. Claro que não, isso tudo é quase banal, nossa revolta é passiva. No país do futebol e do carnaval as preocupações são outras.

Imagino que a União faça a Força. E, sendo assim, me pergunto para onde canalizamos essa força? Definitivamente para o lado errado. Não é possível que se leve tão á sério - a ponto de matar ou morrer - algo que deveria ser lazer. Ou que ao menos, já que futebol é assunto de vida ou morte, que também outros temas sejam levados a esse mesmo nível.

Por agora acabaram-se os campeonatos. Trégua. Ainda tenho a (leve) esperança de que as pessoas possam olhar para os lados e refletir sobre tudo isso - o mundo que está sendo virado de cabeça para baixo - e que não fiquem apenas esperando pelo carnaval chegar..

domingo, 13 de dezembro de 2009

O Comex e suas Nuances

Comex, para quem não sabe, é a sigla que denomina Comércio Exterior no Brasil, que é a minha profissão. Já escrevi um post sobre marketing, minha segunda e também amada profissão. Porém eu utilizo o mkt indiretamente no meu trabalho. Aplico os meus conhecimentos sobre o tema diariamente nas minhas funções, nos meus clientes, na própria empresa, mas não é essa a minha área de atuação principal.

Minha vida gira em torno do comércio exterior. Uma profissão que, em um primeiro momento, me cativou por causa das viagens internacionais as quais poderia fazer. E em um segundo momento, me encantou pela complexidade do que é e pelo dinamismo da profissão. É uma atividade de cunho coletivo do início ao fim. É uma cadeia de pessoas que precisam se auxiliar mutuamente para que o fim possa ser alcançado. Tem a indústria que importa ou exporta algo, esse é o fim óbvio. Mas até esse fim chegar muitas pessoas estão envolvidas. Nesse quadro temos os despachantes (eu!!); os agentes de carga (que pode ou não ser eu de novo!!); a Receita Federal e toda a sua burocracia,; as transportadoras, cias aéreas e armadores; os traders; e todos trabalhando em um conjunto impressionante para levar e trazer coisas no lugar certo, na hora apropriada e na quantidade exata.

Falando assim pode parecer simples, mas se considerarmos que é tudo relacionado à uma legislação que hoje aponta para um lado e amanhã pode apontar para o oposto, já tráz uma outra proporção ao negócio. Dificuldades no comércio exterior são comuns. Seja com a alta burocracia que varia de país para país, e nesse quesito o Brasil ganha disparado. Seja com as barreiras tarifárias existentes, com o alto preço dos fretes que nos deparamos dia após dia, com clientes leigos que não entendem nada de nada e só querem saber de levar o produto "lá" agora, com monopólios declaradados de armadores e cias aéreas que não te deixam qualquer opção, com o governo, com o dólar, com os parceiros (pois tudo é uma grande parceria), com as multas, bom, se for continuar vou ficar aqui até amanhã. Não vale a pena.

Ou será que vale? Nos meus alguns anos de estudo e trabalho no ramo posso dizer que vale a pena, pelo menos para mim. As adversidades cotidianas servem de estímulo para continuar e aprender sempre mais. Aliás, nada como uma exportação aparentemente impossível, que termina se concretizando e que deixa o cliente totalmente satisfeito. Isso é o que há de melhor.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Enfim...Dezembro.

" Summer time and the weather is easy. "
Primeiro post de dezembro com gostinho especial de verão. Depois de Julho, no contexto, Dezembro é o melhor mês. Verão, férias, praia, Natal, presentes, família, amigos, Reveillon, praia, festas, planos,... Me lembro que quando era mais nova, essa época do ano era o estopim da felicidade: férias e rumo ao litoral! Ir em Dezembro e só voltar no fim de Fevereiro e, às vezes, dependendo de quando caísse o carnaval, voltava só em Março mesmo. Alegria, Alegria! Chegava o mês 10 e a felicidade começava a crescer gradativamente. O apse sem dúvida era por agora.

Hoje em dia claro que é uma utopia passar 3 meses de pernas para o ar, só curtindo praia e noitezinhas de lua cheia. Pelo menos para mim é, embora saiba que tem gente que vive nesse universo paralelo... Mas no geral um mês e olhe lá, já temos que nos dar por satisfeitos. E ainda assim, penso que o clima positivo de Dezembro prevalece mesmo com o passar dos anos. Concordo completamente que o clima influencia diretamente no comportamento do indivíduo e assim sendo, no verão ficamos mais dispostos e mais felizes. Sol = Energia. Calor = choppinhos gelados com os amigos. Fim de semana = praia, piscina e afins.

Aliás, falando em praia, piscinas e afins, não podia deixar o primeiro fim de semana de Dezembro passar em branco. Está aberta a temporada de verão e bóra para o litoral!! Já que não posso mais passar 3 meses de puro sussego, pelo menos dos finais de semana eu não abro mão. Até porque já estou com saudades do meu travesseiro e da minha casinha na praia.

PS: Vcs chegaram a ver as mudanças no meu blog?? Ahammm já em ritmo 2010: ano novo, blog novo!!!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Mulheres nunca estão satisfeitas ? ? ?

Pergunto isso não porque às vezes nem eu me entendo, isso se explica pela maldita TPM, pergunto isso porque tampouco consigo entender outras mulheres.

Minha coleguinha de trabalho, por exemplo, tinha um ex namorado que era um cavalo vestido (segundo ela), que não era parceiro, que fazia as programações dele para o fim de semana, as quais muitas delas nem sequer incluía a guria. Um péssimo namorado, segundo ela, egoísta até dizer chega. Lógico que a relação não durou, afinal quem aguentaria um tipo assim?? Eles terminaram. Passou o tempo ela arranjou um outro namoradinho, esse sim queridão, sempre agilizando uns programas legais e o principal, com ela inclusa. Até deram um jeito de sair em férias juntos, para viajar para Nova York. Conscencioso e preocupado, ligava demanhã para dar bom dia, sabe? Um amor de pessoa. Advinhem?? Segunda feira ela nos contou que terminou com o broto. " ahhhh muito chato, queria fazer tudo junto, eu não podia ir até a esquina sozinha que ele queria me acompanhar" e blábláblá.....

Concordo que nem 8 e nem 80. Mas sou a favor do diálogo. Eles namoravam há uns 6 meses ou nem isso, ainda estavam aparando as arestas. Será que não dava para conversar e tentar buscar o equilíbrio? Porque com o cavalo vestido, que na minha opinião é muito pior que o grude, ela namorou por uns 2 anos. Claro que só quem está dentro da relação consegue entender, também sou dessa opinião. Quando ela me perguntou o que eu achava, disse que defeitos todo mundo tem, o importante é sempre saber com quais defeitos conseguimos lidar e quais aqueles que não suportamos de jeito nenhum.

Em suma, parece que a maioria das mulheres está sempre buscando o príncipe encantado, aquele alguém sob encomenda que chega com todas as peças que faltavam. Ao meu ver isso não existe, eu particularmente gosto dos defeitos alheios, e respeito isso, porque assim me dão a liberdade para que eu também possa ter os meus próprios defeitos, afinal ninguém é perfeito. Ou pelo menos depois de certo tempo e alguma intimidade, definitivamente ninguém é perfeito. E isso, sem dúvida, é ótimo, porque nos dá a oportunidade de crescer em um relacionamento e através dele. Desconfio de pessoas que no primeiro sinal de infelicidade pulam fora, tudo que é superficial não me chama a atenção. Primeiro porque felicidade em tempo integral é ilusão e segundo, e por fim, porque se a finalidade é evoluir, algumas "encrencas" vão surgir na estrada, agora o tipo da encrenca, isso sim eu posso decidir qual será.

domingo, 22 de novembro de 2009

Para os viajantes...

"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou tv. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é, que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”.


Li esse texto no perfil do orkut do meu primo. Achei demais. Já tinha lido ou ouvido que quanto mais a gente viaja, mais a gente valoriza o nosso lar. Sorte daqueles que, assim como eu, tiveram a chance de por o pé na estrada e de voltar...e saber que o melhor lugar do mundo é aquele em que está o nosso coração.